E agora, o que eu façodo meu disco?Pena SchmidtOlhando a mesa atulhada de CDs e até LPs que me mandam, fico pensando na pergunta que sempre me fazem: “E agora, o que eu faço do meu disco?”. Os tempos estão complicados, ninguém sabe por onde ir, mas a pergunta é antiga.Desde meados dos anos 1990, quando a “informática” democratizou os meios de produção, os artistas já se viam com esse dilema. Programas de subsídios à cultura, ferramental barato – estúdios e instrumentos –, o espaço minguando nas multinacionais do disco. Vários fatores dispararam um processo em que o músico e artista no papel de produtor fonográfico chegava sozinho até o disco e o momento de aflição acontecia. Abriamse as portas do armário cheio com um milhar de CDs recémchegados da fábrica e se fazia esta pergunta fatal: o que eu faço do meu disco?Um ramalhete de canções, um maço de músicas, uma dúzia de opus arrumados em embalagem para viagem. Um formato que durou cinco décadas cheias de emoções e parecia a forma natural de ser. O tamanho certo e orgânico, suficiente para uma etapa na rodovia ou para um romance. Perfeito para a audição saborosa. Toda uma cadeia produtiva se formou e criou limo em volta desse costume tribal global de lançar suas músicas uma vez por ano num disco com 12 faixas.Mas, subitamente, a música se livrou do suporte material, di gi ta lizouse de uma vez, transcendeu o meio e se transfor mou na própria mensagem. Os bits imateriais percorrendo os nervos de co bre espalhados pela superfície do planeta explodiram uma superno va com todas as músicas ao mesmo tempo em todos os lugares. Inexoravelmente vazios de conteúdo, os canais de circulação dos discos de música vão secando: lojas fechando todo dia, rádios só de noticias, o axé venceu pelo beijo na boca. Começa uma nova era – O CD Morreu! Perplexos, músicos e artistas continuam com aquela mesma pergunta. E agora?! O que eu faço com meu disco?Talvez o conceito não esteja tão fadado a morrer quanto dizem. Talvez tenha de se metamorfosear, como as borboletas e os sapos ao saírem de sua fase primitiva. Talvez o CD seja mesmo apenas um parágrafo na história da arte, como as gavotas e o chácháchá.Depois do mundo caótico, do caos, confuso, sem nexo nem ordem apa rente, virá um mundo quântico, no qual todas as hipóteses são possíveis e os paradoxos convivem uns com os outros. Prepare seu coração porque pode ser assim quando houver banda larga em todos os lares.Imagine um mundo em que o CD morreu, mas sobrevive. Morreu à míngua. As últimas lojas – as de colecionadores – fecham as portas, não há mais espaço de CD nos supermercados nem nos magazines. Ainda sobrevivem as lojas que vendem CDs pela internet. Uma conferida na Amazon mostra que ainda existe 1 milhão de títulos no catálogo físico em 2008. A partir de, digamos, 500 mil títulos, é apenas um nome no catálogo e, se você quiser comprar, é preciso dar um tempo para se localizar o produto, ou pelo menos haverá uma tentativa de localizar. Já no Submarino, CDs ainda são uma seção importante, na página prin cipal, e o destaque reflete o CD como um presente: as românticas cai xas de românticos artistas, o padre campeão de vendas, Madonna e Rolling Stones. Uma busca rápida mostra que o fundo do catálogo do Submarino é mais superficial do que no catálogo da Amazon. Parece que só está à venda o que existe fisicamente num estoque de gravadora, e isso, como veremos, tende a diminuir.Vamos dividir o mundo em dois. De um lado, numa pilha, todos os CDs legítimos, que tenham metadata, um CNPJ e um endereço para contato. Do outro lado, outra pilha com todos os CDs restantes, que não preencham os três requisitos.Por partes: metadata – dados além da música – é aquela informação que estava na capa do disco, na embalagem do CD, e que se abre quando você clica num CD numa loja da internet. Metadata contém a arte da capa, a ordem das faixas, seu tempo e nome, autores, o selo, a data de lançamento, enfim, todas as informações que havia na capa do disco e que agora fazem parte de um arquivo que anda junto com as faixas do CD na venda de download. Metadata completo significa a preocupação de alguém em ter os contratos e autorizações com todos os envolvidos – autores, editoras, licenciantes. Todos devidamente iden ti fi cados como nas fichas técnicas dos CDs e LPs.Metadata completa e com CNPJ já é um pouco mais dificil, pois denota que havia uma empresa associada ao produto, e que essa empre sa fornece o CD que pode ser vendido numa loja eletrônica. Sem CNPJ ou sem nota fiscal, é uma venda informal, e as lojas sérias não ven dem CDs sem nota. Por fim, é preciso que haja alguém num en dereço comercial para atender aos pedidos das lojas, dos discos ven didos pela internet, já que ninguém mais quer ter estoque. Assim, chegamos à situação atual, em que só discos distribuídos formalmente estão à venda nas lojas formais que, por sua vez, são cada vez menos pontos de venda de música, mesmo na internet – o que estrangula cada vez mais a cadeia produtiva. Nesse trecho do circuito, só vende o que vende, o que é comercial e tem demanda...."
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Livro sobre futuro do CD e da música foi lançado em formato PDF
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Master Studio/Bumba Records continua gravações de novos CDs
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Validuaté participa de classificatória para show da Alanis

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Bumba Records/Master Studio retoma atividades com boas perspectivas para 2009
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Boas festas e boas vibrações musicais!
Sabemos que o ano será cheio de trabalho e nós estamos nos preparando para isso (veja mais clicando aqui). De certo faremos nossa parte com o maior prazer, ajudando a música piauiense a alcançar o sucesso que merece!
Boas festas, saúde e sucesso a todos!
Márcio Menezes - Presidente do Bumba Records
Mike Soares - Produtor e Engenheiro de Música do Bumba Records
Pecê Lopes - Assessor de Imprensa do Bumba Records
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Peripécias do mercado da música
Reembaralhando as mesmas cartasPena... qual a vantagem hoje de se ter e de se estar numa pequena gravadora (antes chamada de indie)??? (Márcia Tosta Dias)
Pequena ou grande?As grandes tem lugar para muito poucos, algumas dezenas de artistas no total, portanto nada significativas como escolha ou opção, e no fundo, saíram do ramo, são donas de direitos.A pequena, que é independente exatamente por não ser do bloco das grandes multinacionais globais é uma Pequena ou Média Empresa, geralmente dirigida pelo dono e alguns sócios, geralmente é um corolário de algum outro negócio – um estúdio de gravação, uma produtora, um agente de artistas, uma casa noturna etc. Como todas as PMEs, não tem capital de giro, conta com recursos geralmente compartilhados entre outras atividades – horas no estúdio, p.ex. – e quando é uma PME da Música, é movida a entusiasmo, paixão e um otimismo de longo prazo, já que dificilmente as contas fecham em cada produto, disco ou projeto. Alguns acertos justificam a perseverança, o investimento é fruto de lucro em outras atividades e o resultado não se pode chamar de “industrial”, com um fluxo irregular e incerto de produtos e receitas.Ainda assim, do ponto de vista do artista, é melhor estar associado a um parceiro que divida a carga de trabalho, mesmo que não seja 100% dedicado ou tão profissional quanto deveria.Em 2008, a discussão talvez seja qual o melhor parceiro que um artista precisa: uma gravadora ou um agente.O mercado periclitante da música gravada aponta para a perda de importância da gravadora. O disco, como obra, preserva seu valor como objeto artístico, é representativo como portfólio do artista, é um bom indexador, ajuda o artista a se inserir na produção musical, no meio artístico. O disco não morre tão cedo. Mas como mercadoria, para os novos, para os iniciantes, é apenas um souvenir para ser vendido no fim do show, deveria até ser grátis, como um anúncio ambulante do espetáculo do artista.Uma gravadora pequena, mesmo que não seja eficiente como vendedora de discos, pode ser competente como produtora, pode trazer qualidade de gravação, um olhar exterior que ajuda o artista a focar no seu melhor talento, pode acrescentar um rol de colaboradores, os artistas gráficos, os webdesigners, a assessoria de imprensa, advogados e outros que somam esforços e profissionalizam o trabalho do artista músico.Mesmo que seja apenas esta soma de mais uns bem intencionados sem recursos, mas coordenados sob o CNPJ de uma PME, já é um bom negócio por legalizar o artista, que sem gravadora é apenas um artesão, a não ser que se transforme ele mesmo num dono de negócio. E quem quer ter um negócio destes apenas para mostrar a própria obra? Se for um bom negociante, vai cuidar de ser seu próprio agente, que é melhor negócio.Pequenas gravadoras conseguem abrigar artistas e gerar produtos artísticos, sim.Mas dificilmente geram receita para o artista. Vale lembrar que isto é uma regra que vem desde sempre. Gravadoras não dão dinheiro para o artista, nunca deram, quando havia mercado, elas ficavam com a maior parte do dinheiro. O artista, quando vendia bem seus discos, tinha a contrapartida da popularidade, que podia gerar reputação, um valor que é próprio do artista. Tudo isto se reflete num espetáculo mais requisitado e, portanto, mais bem pago, onde, ai sim, o artista ganha seu dinheiro dividindo apenas com seu agente.Ainda por cima, gravadoras são um assunto que vai se relativizando nesta época de espaços na internet onde o artista publica sua obra gravada em casa, cria seu visual usando ferramentas pessoais, câmeras, celulares, PCs e mais ainda se insere em comunidades, projeta seu perfil, exibe sua atitude perante a vida e a arte, cria um discurso tão complexo e envolvente quanto o que era criado pelos magos pop no apogeu das grandes gravadoras, não mais manifestação dos meios de massa, mas um discurso de pé do ouvido, entregue em casa na solidão. Funciona, é eficaz, carreiras estão sendo solidificadas a partir de coletivos que se aglutinam em torno de opiniões comuns sobre o mesmo artista. As páginas de orkut, os blogs, os twitters, as web rádios que repercutem e geram impulso, até extravasar na vida real, shows lotados de gente desconhecida, sucessos de internet, cada vez mais comuns.Entra em cena o agente, é inevitável. Porque alguém precisa coordenar a logística, estabelecer preços, cobrar e receber, montar uma agenda, é complicado botar o bloco na rua. Entre uma pequena gravadora e um amigo com jeito para negócios para vender seus shows, o ideal é ter ambos. Porem, com um agente trabalhando, começa mais cedo a procura pelo público, que só existe mesmo na hora de pagar para ver o show, já que a música gravada é grátis e disponível como água, não é?Não chega a ser um dilema, mas sem música gravada não há espetáculo? Ambos se complementam, a música gravada hoje desemboca na apresentação ao vivo e não mais na venda de cópias, de discos. A música gravada pela gravadora tem mais chances de virar boas bilheterias do que virar vendas. Localizando melhor a conversa, no Brasil não temos nem a chance da venda de música pela internet, este mercado é insignificante. A loja da Apple, iTunes, que domina 80% do mercado americano de venda pela internet, não tem planos para entrar no Brasil e nem se cogita aqui de outras receitas que poderiam ser auferidas pelas gravadoras pelo tráfego de suas músicas pela internet, como cobrar nos provedores de banda e distribuir via ECAD, tema que é assunto de Estado pelo mundo afora. Resultado? O dinheiro esta nos shows. Mais força para o agente, que um dia poderá ir buscar estes direitos e porcentagens das vendas digitais, que acontecem quase sozinhas, sem precisar de administração e logística, como no tempo das gravadoras.Reembaralhando, ficamos assim. Um agente, que cuida da agenda e dos negócios do artista. Uma gravadora, que cada vez mais se parece com um parceiro na elaboração do produto disco, seu portfólio também para gerar outras receitas. Um artista balançando entre quem trará dindim ou prestigio. A internet como novo campo onde se desenrola o jogo. O dinheiro onde sempre esteve, no bolso do público. Terceiro sinal, começa o espetáculo.Pena Schmidt
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Validuaté mais uma vez é destaque no MUSIC NEWS!
|
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Associação de Músicos Arranjadores e Regentes - AMAR - reconhece trabalho da Bumba Records
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Master Studio-Bumba Records anuncia Up-Grade para 2009
Roraima comandará confraternização de artistas
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Validuaté em Brasília!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Validuaté lança novo show e apresenta novidades

A banda Validuaté tem vários motivos para comemorar. Primeiro, eles estão comemorando um ano do disco de estréia, “Pelos Pátios Partidos em Festa”. Segundo, comemoram a boa fase: bons shows, reconhecimento do público, contrato com o Bumba Records e shows que farão ainda esse ano em Brasília, dia 12 de dezembro no Rayuela, e no réveillon de Canoa Quebrada-CE. Terceiro, eles já estão com a produção do segundo disco, “Alegria Girar”, bem adiantada. Por esse motivo eles farão um show especial no Espaço Cultural Raízes.
Nesse show, a banda vai apresentar um novo repertório com músicas que estão sendo gravadas para o novo disco. E as novidades não param por aí. A banda está adicionando novas sonoridades no show, com novos instrumentos, como: viola caipira e escaleta. E o humor, sempre presente nas apresentações do grupo, vai continuar. “Continuaremos brincando pelos pátios e agora fazendo toda a alegria girar”, disse o vocalista do grupo, Zé Quaresma. “Estamos muito ansiosos para mostrar as novas canções, como a ‘Lenda do Peixe Francês’ e ‘Hermeto e Gullar’ pra vocês”, diz Quaresma.
Essa apresentação se mostra realmente especial. Então, vale anotar. O show será dia 6, sábado, às 22h00. E ainda, de quebra, contará com a participação especial do Conjunto Roque Moreira. Lá também serão vendidos CDs e camisetas a preços promocionais.
[ clique nas imagens para ampliar | acima a banda Validuaté e abaixo o cartaz do show ]
Presidente do Bumba Records, Márcio Menezes, esteve em Brasília para divulgar a música piauiense
| Márcio Menezes |
1ª parte da entrevista com o saxofonista. (Alcebíades Muniz - 17'32") ![]() |
2ª parte. (22'50") ![]() |
3ª parte. (16'39") ![]() ![]() [na foto: Márcio Menezes e Alcebíades Muniz no estúdio da Rádio Senado] |
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Validuaté continua a produção de seu novo disco: "Alegria Girar"
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Vídeo: Bumba Records em reportagem sobre a Feira da Música Piauí Maranhão
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Álbum de fotos da Feira da Música: parceiros, músicos e amigos









































